O maior défice do País não é financeiro, nem é democrático, talvez seja neuronal, mas é concerteza de senso comum

Domingo, 29 de Outubro de 2006
É tão bom ser projectista

A última grande iniciativa do governo, agora, é a do TGV-com-pontes. Além do dito, vai ainda haver uma ou duas pontes sobre o Tejo (depende) e mais uma Gare do Oriente, ou o alargamento da dita.

 

Como toda a gente sabe, não há dinheiro para construir nada disto. E nada disto vai ser constuído.

 

Mas vai ser projectado. Vão ser milhões e milhões em estudos e projectos para os boys.

 

É tão bom ser projectista …


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Segunda-feira, 22 de Maio de 2006
A war too far

A situação militar no Afeganistão está cada vez pior. Os americanos estão a retirar as suas tropas. Os portugueses vão lá ficar?

No Iraque, o contingente italiano, em que está inserido o português, vai retirar brevemente. Os portugueses vão lá ficar?

E quem é que os vai trazer? E como ? E quando?

Ou vão lá ficar até ao fim, quando já todos tiverem retirado?

Parece que o governo português não tem nada com isso. Are they obeing orders?



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Domingo, 14 de Maio de 2006
Tretas

Afinal o grande investimento da nova refinaria de Sines ficou em coisa nenhuma. Tal como o novo reactor nuclear, o aeroporto da Ota, o TGV, o choque tecnológico e a criação dos 150 mil empregos.

Aos milagres dos rosas, há que dizer: são tretas senhor!


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Quarta-feira, 26 de Abril de 2006
um compromisso cívico

Para acabar com o arcaismo social e cultural, com o mau viver resignado sem qualidade nem ambição, com um Portugal a duas velocidades, não é moralmente legítimo pedir mais sacrifícios a quem viveu uma vida inteira de privações. É necessário um compromisso cívico de todos.

O Presidente disse o que os Portugueses sentem e o que jornalistas não esperavam.


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Sábado, 22 de Abril de 2006
Vis

A contra-informação é aviltante para todos os que são ali caricaturados. É verdade que a caricatura foi sempre e continuará a ser um meio legítimo de crítica política. E a contra-informação é isso mesmo.

Os portugueses adoram a contra-informação. Divertem-se com ela. Mas este divertimento têm um contra: torna ainda mais vis os políticos cá da terra. Ninguém - ou quase ninguém - minimamente respeitável, e com respeito por si próprio, está disposto a ser aviltado daquela maneira na televisão.

Se a contra-informação pretende combater a falta de qualidade dos políticos, acaba por obter um efeito perverso: afasta da vida política as pessoas que têm dignidade e mantém nela aqueles que não se importam de ser aviltados.

Um povo que gosta de aviltar os seus políticos está condenado a ter políticos vis.


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publicado por commonsense às 15:51
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Sábado, 15 de Abril de 2006
o trigo e o joio ... e o lixo

O país está escandalizado, e bem, com o desparecimento dos deputados que deixaram o parlamento sem quorum. Mas houve alguns que ficaram: por isso, é preciso distinguir entre o trigo (os que ficaram), o joio (os que se foram embora) e o lixo (aqueles que assinaram a folha de presenças e saíram).

O parlamanto tem uma comissão de ética. Os portugueses têm o direito de exigir desta comissão que abra um inquérito e publique no site do parlamento os nomes dos deputados que se distribuem por aquelas três categorias. Não vale a pena publicar as justificações, para que não percamos ainda mais a consideração que (a cada vez menos) temos por eles.

Em Portugal nunca se separa o trigo do joio - e muito menos do lixo. É urgente começar.


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Domingo, 19 de Março de 2006
O crespúsculo dos caciques

O PSD mudou o seu sistema eleitoral interno: o voto passou a ser directo. Os membros do partido deixam de eleger caciques que, depois, votam como querem, ou como lhes convém. É uma melhoria.


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Sexta-feira, 17 de Março de 2006
Um ano inteiro

Já está a governar há um ano.

Convenceu os Portugueses de que já não é possível continuar como antes e que é urgente reformar. Não foi mau.

Começou a fazer alguma coisa nas reformas: uniformização dos sistemas de pensões, limitações dos privilégios dos políticos. Foi bom.

Anunciou o que ia fazer, o que iria acontecer, sem que fizesse nem acontecesse. Foi mauzinho.

Deixou-se tentar pela vertigem das grandes obras, sem pensar no seu custo nem na sua utilidade específica. Foi mau.

Abriu um conflito desnecessário com as magistraturas, como que em retaliação pela acusação de amigos num processo porquíssimo. Foi muito mau.

Nomeou boys and girls, sem limite e sem critério, para todos os lados, sem competências adequadas - sobretudo com incompetências escandalosas. Foi péssimo.

Vai continuar a governar, mas agora vai ter de fazer.

Vai ter de reduzir em trinta ou quarenta por cento o número de funcionários públicos. E como é que o vai fazer?

Vai ter de reduzir o défice orçamental e o défice comercial. E como é que o vai fazer?

Vai ter que repor a economia em andamento, atrair investimento, criar emprego. E como é que o vai fazer?

Vai ter de enfrentar a insegurança e a violência urbanas, a criminalidade organizada, desbloquear os Tribunais. E como é que o vai fazer?

Ninguém sabe.


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Sábado, 4 de Março de 2006
Exit Sampaio

Está quase a acabar o mandato. Aproveita os últimos dias para condecorar e homenagear tudo e todos. É um frenesim. Por ironia, o subsequente já disse que o vai condecorar também. Vai ficar satisfeito.

Não fez quase nada de mal e quase nada de bem. O pouco de mal foi a nomeação de Lopes; o pouco de bem foi o afastamento de Lopes. Mais, não me lembro.


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publicado por commonsense às 20:24
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Quarta-feira, 1 de Março de 2006
À procura do dinheiro perdido

O último truque das finanças e da segurança social, agora, é de notificar as pessoas e forçá-las a demonstrar, com fotocópias, que pagaram tudo o que tinham a pagar nos útimos 5, 10, ou até 20 anos. Com muito trabalho e alguma despesa, as pessoas lá vão fazendo e provam que sim, que pagaram tudo e que não devem nada.

E porquê tudo isto? Porque o Estado não é capaz de fazer ele próprio, como devia, o controlo dos pagamentos. Com isto, nada se diz ao Estado que ele não saiba já, e não se lhe dá nenhuma fotocópia da qual ele não tenha o original.

Maldita mania, esta, de pôr os outros a fazer o que devia ser ele fazer.

Mas o dinheiro perdido não está aí. Está na despesa que o próprio Estado continua a não comprimir. Não há gabinete de ministro (com minúscula, que não merece mais), de secretário de estado (também), de director-geral (idem), ou semelhante, que não compre carro novo, que não redecore o local, que não contrate os seus boys and girls, que não viage por todo o lado, que não almoce, jante e beba os cartões, que não gaste ... gaste ... gaste ... Não há Ota nem TGV ...

O dinheiro perdido pelo Estado deve ser procurado dentro do Estado e não no Cidadão. O Estado, hoje, faz parte do problema e não da solução.

Para quê tantos ministros, secretários de estado e subs-secretários de estado, etc. para dez milhões de habitantes (mais ou menos a população de uma cidade grande)!


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publicado por commonsense às 18:52
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Domingo, 29 de Janeiro de 2006
On the road again ...

Já passou a eleição. Já estava toda a gente farta e foi grande o alívio por não haver segunda volta. Ninguém acredita nem tem medo de que venha a haver um crise política e quase toda a gente está convencida de que vai haver boa colaboração entre o Governo e a Presidência. Já ninguém está para ouvir as análises do costume. Não vai haver mais eleições nos próximos três anos. Já passou a procissão.

Agora, toca a andar que há muito que fazer ...


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publicado por commonsense às 22:40
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