O maior défice do País não é financeiro, nem é democrático, talvez seja neuronal, mas é concerteza de senso comum
Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
O Tratado de Lisboa
Muita gente se queixa de não conhecer, não compreender o Tratado de Lisboa e até de ele ser incompreensível.
Commonsense apressa-se a ajudar toda a gente e publica aqui a hiperligação para a versão consolidada do Tratado de Lisboa, isto é, o texto final resultante das alterações e remissões aprovadas.
Este é o texto oficial do Tratado da União Europeia, tal como resulta do Tratado de Lisboa.
Commonsense pede agora a todos que digam quais são os preceitos que não aceitam ou para os quais preferiam uma redacção diversa.
E, já agora, que tentem discernir o que é que neste Tratado justifica o voto contra dos irlandeses.
Não é desculpa não conhecer o Tratado, que está disponível facilmente, nem sequer não o compreender porque não é mais complicado que a Constituição Portuguesa, que nunca foi referendada e que 99% dos portugueses nunca leu.
Commonsense fica á espera dos comentários.
Quando são inteligentes e sérias as conversas são sempre proveitosas.
Esta chegou a um ponto com êxito: estamos de acordo em discordar.
Realmente as nossas posições são muito diferentes: a minha vai no sentido de uma "ever closer union" que culmine num estado federal, livre, demcrático, solidário, mas forte, como 500 milhões de cidadãos, uma economia possante, um poder militar que meta respeito e um política externa realmente eficiente.
A sua não concorda com nada disto, gosta na união económica, mas desconfia da união política, preferindo manter intacta a independência política dos membros. Compreendo muito bem e respeito totalmente esta sua opção.
O que penso - com a sua discordância, claro - é que num mundo em que vão aparecendo macro-estados - Rússia, China, Índia, Brasil, USA, etc. - a Europa está condenada à irrelevância se não se unir num macro-estado também.
Se esta união é inevitável, mais cedo ou mais tarde, que seja democrática, livre e solidária. Mas que seja construída quanto antes: antes que seja tarde.
A Europa não vai poder contar toda a vida com a protecção da NATO e vai ter de ceuidar de si própria, da sua energia, da sua alimentação, da sua defesa, dos seus interesses no mundo, Se não fizer isso, fica para a históriao com um conjunto de fraquezas, bonitas e cultas, mas fracas e pobres. À mercê de tudo e de todos. É isto que eu não quero.
De
Jorge A. a 18 de Junho de 2008 às 00:47
"estamos de acordo em discordar."
E é sempre um prazer discordar após um debate onde as ideias de cada um ficam mais claras - aprender com as opiniões contrárias é sempre proveitoso, em total acordo consigo. ;)
Mas no fim mantenho a minha opinião de que os lideres europeus com este caminho arriscam-se a pôr irremediavelmente o povo europeu de pé atrás em relação à UE, e nada pode ser mais prejudicial ao projecto europeu do que a má vontade do povo para com esse mesmo projecto. No fim, a forma como estão a lidar com o assunto, será mau quer para a UE que eu idealizo, quer para a sua - e isso é absolutamente trágico.
De
fanicos a 18 de Junho de 2008 às 13:54
"isso é absolutamente trágico."
"trágico" porquê? Nenhuma das razões aduzidas, que por um, quer por outro, me convence.
Sempre houve quem temesse o "mostrengo que está no fundo do mar". E não é por haver uma só nau e um só piloto, por muito grande e poderosa que seja, que se passa o Cabo das Tromentas. Quando o que falta é "a vontade que nos ata ao leme".
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