O maior défice do País não é financeiro, nem é democrático, talvez seja neuronal, mas é concerteza de senso comum
Agora, depois da senhora da DREN e do próprio Sócrates, é Correia de Campos, Ministro da Saúde que usa de violência persecutória e abusa do seu poder.
A última vítima foi a Directora do Centro de Saúde de Vieira do Minho. Tanto quanto se sabe, um médico do Centro tinha afixado num placard uma fotocópia de um pedaço do Jornal de Notícias onde o Ministro da Saúde afirmava que nunca tinha ido a um Serviço de Atendimento Permanente (SAP) e não pretendia ir.
Numa sociedade democrática e civicamente adulta, este facto é sobremaneira relevante para os utentes daquele mesmo Centro de Saúde e até para todos os portugueses. Afinal o Ministro poupa dinheiro destruindo o Sistema Nacional de Saúdea mas, para si próprio, recorre a outras soluções. É obviamente importante que seja sabido e, por isso, o Jornal de Notícias o publicou e não foi processado. E se fosse processado seria absolvido, porque estava a cumprir o dever de informar e é de interesse público saber que o próprio Ministro da Saúde não confia no Sistema Nacional de Saúde para tratar da sua própria saúde.
Porém, se não processou o Jornal – o que seria politicamente incorrecto – não resistiu a atacar a Directora do Centro de Saúde. E, assim, proferiu um despacho – publicado no DR com data de 5 de Janeiro de 2007 – em que afastou a Directora daquele Centro de Saúde dizendo que ela não reunia «as condições para garantir a observação das orientações superiormente fixadas para a prossecução e implementação das políticas desenvolvidas» pelo Ministério.
Este despacho é manifestamente ilegal, porquanto a referida Directora, segundo noticia a imprensa, promoveu a remoção do dito pedaço de jornal e admoestou o medido que o havia ali colocado. A fazê-lo, a Directora cumpriu exacta a escrupulosamente o seu dever funcional.
Mas o Ministro Correia de Campos usou da prepotência e da violência, abusou do seu poder – que lhe foi emprestado por nós – como um «vilão com o pau na mão» e pôs a Directora na rua.
O mais indecoroso é que, no lugar da Directora colocou - quem havia de ser? - um socialista da vereação da Câmara local. Há sempre um socialista à mão...
Com isto ficamos a saber que dentro dos edifícios públicos, além de ser proibido fumar, é também proibido dizer mal do Governo ou desagradar aos governantes.
Este Governo ataca como um serial killer. Agora foi a vez de Maria Celeste Cardoso, da próxima será um de nós.