O maior défice do País não é financeiro, nem é democrático, talvez seja neuronal, mas é concerteza de senso comum
Sábado, 4 de Outubro de 2008
se a estupidez valesse dinheiro...

 

Agora é o reconhecimento do Kosovo. Além de ser contra o Direito Internacional (o que, em si, não me aflige muito) o reconhecimento da independência do Kosovo jamais virá a ser aceite pelas Nações Unidas, o que o torna inútil e ridículo.

Era uma das pouca coisas em que Portugal tinha uma posição independente, por óbvia influência do Presidente da República.

Mas não durou muito tempo. Condoleza passou por aqui, puxou a orelha de alguém, e lá vem pressuroso o Governo anunciar o reconhecimento. Com tal cocorismo, Portugal assume-se como uma ilha das Caraíbas. E o Amado como um Secretário de Estado. Para quê ter um Ministro dos Negócios Estrangeiros, quando a política externa é ditada por outros e por interesses de outros?

O pior é que o Kosovo não existe, a não ser como suporte territorial da máfia e como entreposto de tráfico de heroína e mulheres. É esta a sua única actividade económica. É isto que “eles” vão reconhecer.

Commonsense recusa-se a reconhecer o Kosovo.

 

No fim da Segunda Guerra, firmou-se o princípio da estabilidade das fronteiras. Podiam estar erradas, e muitas estavam mesmo, mas corrigi-las implicava uma sangueira. E assim se viveu por longo tempo. Depois foi o “nonsense”. Começou com a Eslovénia, passou pelo Kosovo e já vai na Abkazia e na Ossétia do Sul. Abriu-se a caixa de Pandora. 

 

O argumento é sempre o mesmo: as minorias étnicas que, ali, naquele pedaço de terra, são maiorias étnicas.

Além de ser inerentemente racista, o argumento é de uma enorme perigosidade. Imaginem o que seria a independência do Algarve por pressão dos “etnic algarvians”?! Ou da Venda Nova, pelos “etnic sei-lá-o-quê”?

Nunca mais nenhum país vai estar descansado. Quando desagradar seriamente aos Estados Unidos, a CIA vai promover a independência de um seu pedaço qualquer onde seja possível autonomizar uns “etnic quaquer-coisa”. Se Portugal exigir que paguem renda nas Lages, ou que saiam dali, é de adivinhar um movimento de “etnic azoreans” a declarar a independência.

Se a estupidez valesse dinheiro, não havia défice no orçamento!

 



publicado por commonsense às 22:53
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