O maior défice do País não é financeiro, nem é democrático, talvez seja neuronal, mas é concerteza de senso comum
Sábado, 23 de Dezembro de 2006
Baby killers 3
Se Maria tivesse abortado não havia Natal


publicado por commonsense às 18:42
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Quinta-feira, 21 de Dezembro de 2006
O meu Natal

O meu Natal é a reconciliação comigo mesmo... e com os outros se possível. Só há paz com os outros se houver paz consigo mesmo. Só há harmonia no Mundo se houver harmonia nos espíritos de cada um.

O Natal é a consciência e o sentimento pessoal de plenitude na paz, de beatitude na serenidade, é um estado de alma, é um estado de graça.

O Natal é um recomeço, todos os anos renovado. É a esperança de que nada está definitivamente perdido porque é sempre possível recomeçar, tentar outra vez, falhar e insistir, não desesperar, persistir, porque há sempre um novo Natal.

O Natal é também o encontro com os meus queridos que se foram já embora desta vida. Por um dia, por um momento, por um milagre, voltamos a juntar-nos, em comunhão de espírito.

O Natal é bom, o Natal é Santo, o Natal é Sagrado.


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publicado por commonsense às 22:08
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Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006
o amigo (do) americano

A comissão do Parlamento Europeu encarregue de investigar os vôos da CIA foi mal recebida. O ministro dos negócios estrangeiros, recebeu-a mal e mal lhe respondeu. No Parlamento foi-lhe negado o acesso á sala do senado. Ninguém lhes respondeu, ninguém quer dizer nada, é a lei do silêncio, o embaraço comprometido.

E, no entanto, este incómodo e esta recusa de responder são o mais forte dos indícios de que há algo escondido. É impossível que ninguém tenha visto ou sabido daqueles vôos. E é impossível que a Condoleza Rice, sem negar que os vôos, os sobrevôos e as escalas existiram, diga sempre que não foi violada a soberania dos países - como Portugal - que estão envolvidos.

Só pode ser porque foram autorizados pelos governos em questão. Secretamente, mas foram.

Por isso, é imprescindível saber se - sim ou não - as autoridades portuguesas autorizaram as autoridades americanas a fazerem o quê em território português. É evidente que autorizaram - e por isso estão tão embaraçadas. Mas não chega saber isso, que toda a gente já percebeu.

É imprescindível saber o que é que está autorizado, quem o autorizou, quando, qual o conteúdo concreto e exacto do que foi autorizado.

É sobretudo preciso revogar essa autorização. Este estatuto servil de protectorado que Portugal assumiu é uma vergonha.

Sejamos se, mais uma vez, o Presidente da República se comporta como se não o fosse. 



publicado por commonsense às 22:05
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Terça-feira, 5 de Dezembro de 2006
a morte da justiça

Apareceu agora o Esteves a vangloriar-se de ter assassinado Sá Carneiro. Aproveita a prescrição do crime com a tranquilitas animi dos que têm a certeza da impunidade.

Perante esta situação, há dois caminhos para a justiça: morrer ou viver.

Morrer é tolerar esta impunidade, esta provocação, esta jactância.

Viver é levá-lo a julgamento. A questão é tão excepcional que clama por soluções excepcionais. E estas soluções estão ao alcance do poder legislativo. Haja quem tenha a coragem e a espinha dorsal para o fazer.

Mas não chega julgar o Esteves. É necessário julgar também os responsáveis pelo maior, mais grave e mais escandaloso crime de encobrimento de que há memória em Portugal.

Se o não fizerem, então ponham termo à farsa e admitam que há quem seja isento de responsabilidade criminal em Portugal: os pedófilos e a CIA.

E depois, cubram-se de vergonha, arreiem a bandeira, apaguem a luz, fechem a porta, deitem a chave fora e desapareçam da minha vista.

E já agora, para o caso de o Estaves ser mesmo deixado impune, há alguém que saiba onde se contratam pessoas como o Esteves para lhe fazer o que ele está a pedir?


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publicado por commonsense às 19:29
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Segunda-feira, 4 de Dezembro de 2006
Baby killers 2: E o pai ? não tem nada a dizer soobre o aborto do seu filho?

Na querela sobre o aborto ainda não vi nem ouvi o que quer que seja sobre o direito do pai à paternidade.

Quando a mãe resolver abortar, o pai não tem nada a dizer?

Imaginemos que são casados, não separados, a gravidez foi planeada. A criança está bem e a mãe também.

Mas a mãe resolve que quer abortar. O pai quer que o seu filho nasça.

Não tem direito?

Se não tem, a lei é inconstitucional



publicado por commonsense às 22:51
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