O maior défice do País não é financeiro, nem é democrático, talvez seja neuronal, mas é concerteza de senso comum
Sábado, 23 de Setembro de 2006
A conferência de Regensburg

Na Universidade de Regensburg (Ratisbona), Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, disse palavras sábias que foram mutiladas, descontextualizadas, deturpadas e aproveitadas para uma campanha de desinformação.

É importante ler o que foi dito, na versão original e verdadeira, e deixar de lado as «interpretações». O texto está disponível on line no site do Vaticano, em alemão, inglês, francês, italiano, castelhano e infelizmente ainda não em Português.

Basta clicar http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2006/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20060912_university-regensburg_sp.html

para o ler em castelhano.

Era bom que houvesse em português, para que pudesse ser lido pelo clero e pelos cristãos nacionais, já agora por um certo Frei Bento de Pouca Fé.

No início refere, citando um teólogo, um debate entre o imperador bizantino Manuel II Paleólogo e um religioso persa, em 1391, sobre o papel do «logos» e da «jihad» na fé, sustenta que a fé deve ser vivida e divulgada pela razão - logos - e não pela espada, porque tem a ver com a alma e não com o corpo.

Depois, prossegue, criticando as teses reformadoras do século XVI, as construções do iluminismo, de Kant e, já no sec. XX, de Harnack, segundo o qual a teologia é algo de histórico e que o cristianismo deveria ser essencialmente uma moral pessoal, sem igreja, sem fé e sem divino. 

No fim, volta a citar o imperador bizantino quando diz: «não actuar racionalmente (de acordo com o logos) é contrário à natureza de Deus».

A propósito do «logos» tinha citado (naturalmente) S. João: no princípio era o logos e o logos era Deus.

E conclui: «No diálogo das culturas convidamos os nossos interlocutores a encontrar este grande «logos», esta amplitude de razão. É a grande tarefa da Universidade descobri-lo constantemente». 

Fico estupefacto quando vejo que alguém exigiu que Bento XVI pedisse desculpa por este texto. Mas há alguém que esteja em desacordo com isto?

Infelizmente, praticamente ninguém leu o original. Limitaram-se e engolir a versão falsificada que lhes foi dada pela imprensa.

Mais escandaloso ainda é que sejam alguns dos mais notórios e sanguinários assassinos, a exigir as desculpas do Papa.

É uma vergonha!


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publicado por commonsense às 17:53
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006
fast

Hoje já ninguém cozinha, compra feito: é o «fast food».

Se em inglês, «fast» significa rápido, em alemão, signfica quase.

O que dá para combinações engraçadas: «fast food» é comida rápida e quase comida; «fast sex» é sexo rápido e quase sexo.

O Expresso e o Sol são «fast journalism»: são jornalismo rápido e quase jornalismo.

São o Dupont e o Dupond do pronto a vestir das ideias feitas. Servem para fornecer conversa rápida que é quase conversa, ideias rápidas que são quase ideias, opiniões rápidas que são quase opiniões.

Não é preciso pensar, compra-se opinião feita. E consome-se. Depois, durante o fim de semana, todos pensam a mesma coisa, têm a mesma opinião.

Contribui para o consenso ... de gente rápida que é quase gente.

É fast: é rápido... é quase ...


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publicado por commonsense às 22:22
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